sábado, 12 de setembro de 2009

Capítulo 1

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HÁ 50KM das praias do Pacifico o sol Tinha se posto nas ruas escuras e Chino. No coração da cidade, Larch Street era a rua mais sombria de todas. Dos dez postes de iluminação do quarteirão, cinco ficavam acendendo e apagando e três estavam quebrados. Essa parte de chino sempre parte de chino sempre fora meio nebulosa, nunca realmente clara e nem realmente escuro. Nos dias mais ensolarados, as ruas ficavam encobertas de fumaça escapamentos de carros velhos e os grama ficavam cheios de móveis usados. Nem mesmo o sol da Califórnia conseguia fazer a região brilhar.mais também não havia nada que conseguisse deixa-la escura. As noites eram veladas pelos helicópteros da policia sobrevoando a cidade com suas luzes de busca e i gemido das sirenes e dos refletores dos carros de policia, que jogavam muita luz pra dentro das casas empoeiradas. A vida em chino estava muito distante extraordinária. Em um município ensolarado, Chino era Cinza.Ryan Atwood vivera na obscura Larch Street durante a a maior parte da sua vida, em nunca tinha ido muito alem do novo restaurante italiano que haviam construído na cidade vizinhaNão que ele tivesse comido aquela comida requintada , sua família era muito pobre, mas ele tinha encontrado uma loja ali perto onde era possível compra cigarros sem precisar apresentar documentos.


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Ryan tinha somente 16 anos,mas,com sua aparência forte e segura passava por 20.Ele tinha acabado se voltar dessa loja um pacote de cigarros para ele e para Theresa, sua melhor amiga e ex-namorada.
- Você voltou!
Ryan olhou para ela, com aquele olhar que ele não conseguia resistir. Aquele olhar que dizia tudo sem palavras. Deu-lhe um cigarro. Ela acendeu o cigarro dele enquanto tirava o longo cabelo castanho do rosto.Theresa e Ryan se conheciam desde criança, e já faziam parte da rotina deles, pelo menos desde de que ficaram mais velhos, Fumar alguns cigarros na varanda atrás da casa dela enquanto conversavam. Ryan deu uma tragada em seu cigarro. O dia tinha sido difícil. Não que algum dia tivesse sido melhor, mais o dia de hoje tinha sido muito duro para Rayn. Sua vida familiar estava longe de ser perfeita. Ele acordara com seu irmão, trey, caindo de bêbado e A.J., o namorado de sua mãe, dando-lhe uma bofetada para que acordasse. Sua mãe não tinha ido trabalhar novamente e ele precisou liga para dizer que estava doente. Ele começou a contar todos os detalhes para theresa, mas...Ryan podia ouvir a briga duas casas mais abaixo. Theresa sabia que ele ia dizer. Deram um tragada profundo em seu cigarro e soltarão anéis de fumaça um para o outro, e riam quando os anéis se cruzaram, e se desmancharam.A.J. e sua mãe estavam brigando de novo. Eles sempre brigavam quando bebiam. Eram imagens que eles tinham de diversão, e era assim que a relação deles funcionava. Ele bebia em engradado de 12 garrafas de pabst Blue Ribbon* e sua mãe bebia a quantidade de tequila que coubesse no estomago. Então eles gritavam e berravam, basicamente sem nem um motivo, enquanto ficavam em silencio Ryan sabia que tinham feito as pazes e ido para cama.


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Ás vezes, Ryan ficava envergonhado, principalmente quando via o senhor Ramirez com suas duas filhinhas do outro lado da rua tentando protege-las da bagunça que era aquela família.Theresa deitou a cabeça no colo de Ryan em quanto continuava fumando sob a luz cinzenta da lua.Ryan conforta-se com os olhos castanhos e a maciez da pele dela em quanto cariciavam seu rosto. - Desde que seu pai foi para a prisão a mãe de Ryan tinha-se metido com uma serie de namorado abusivos. A.J.era a mais recente,e na opinião de Ryan, e o pior.Ele suportava o alcoolismo dela e ainda ajudava agravar o problema de.A.J.nunca tinha trabalhado e vivia pedindo dinheiro a Dawn .ele era própria contradição : nunca quis que Dawn trabalhasse ,mas esperava que ela pagava todas as contas.Ela a preferia bêbada na cama com ele do que indo trabalhar.Praticamente expulsaram Trey de casa e, agora, Trey a parecia raramente: preferia ficar bebendo a noite toda ou dormir na casa de alguma garota para evitar a desgraçar que era o lar dos Atwood. Ryan desprezava A.J por ter colocado seu irmão para fora de casa. A única pessoa com quem ele poderia compartilhar sua miséria tinha ido embora e para Ryan era tudo culpa de A.J. Ryan e A.J. brigavam constantemente. Ryan ficava pensando se um dia acabaria como seus pais, se teria herdado as mãe algo além dos cabelos loiros e olhos azuis. E esperava escolher o caminho certo para sua vida—aquele que o levaria para bem longe dessa cidade. Mas esse era só o sonho de Ryan. Ele queria uma vida melhor, mas sabia que ficando em chino não conseguiria ir muito longe. Sabia que quanto mais tempo ficasse nessa cidade, mais distante ficaria seus sonhos.
--Esta noite vamos fingir... Thereza começou a falar quando se sentou--...que nada disso, lá fora, tem importância.
Ryan e Theresa não estavam mais namorando, mais ele sabia que seria bem vindo se quisesse dormir na sala da casa dela.


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Ryan sorriu. Theresa o conhecia muito bem e sabia que ele queria dizer que ficaria bem. Essa noite eles iriam fingir. Theresa levantou-se e saio, deixando Ryan sozinho na varanda. Theresa e Ryan eram os melhores amigos um do outro desde crianças. Durante o verão, acostumavam brincar de esconde esconde na vizinhança escura.Ás vezes fingiam que estavam se escondendo da policia, fugindo da lei e que juntos, podiam escapar sem serem pegos. Fingiam que os “pássaros do gueto” como chamavam os helicópteros da policia que varriam a região, estavam atrás deles, e fugiam de um quintal para o outro, pulando as cercas enferrujadas e entrando em baixo de carros abandonados. E se escondiam. E quando a mãe de Ryan começava a gritar para ele entrar, Theresa escondiam em seu quarto ate que os dois dormiam. Ryan adormecia com Theresa em seus braços, ouvindo os gritos que vinham de sua casa. Ele ficava pensando em quando as coisas iriam melhorar, quando poderia ir para casa e se sentir seguro. Os dois fizeram um pacto de ser amigos para sempre. - Abra a porta, sua vagabunda estúpida!—a mãe de Ryan e A.J. continuavam brigando. Pela primeira vezes em sua vida, Ryan desejou que eles ficassem quietos e fossem resolver isso no quarto. Pela primeira vezes esse não era um pensamento repulsivo, mas sim reconfortante. Tudo o que ele queria era sossego.Mas eles não paravam e não existia um minuto de silencio.Ryan encontrou na casa de Theresa.
- Lá vamos nós....—Theresa o encontrou na sala e entregou-lhe uma pilha de cobertores.
-Muito familiar
-O quê?—questionou Theresa-isso—disse Ryan apontando para sua casa com a cabeça.
-Sempre a mesma coisa. Eu costumava dormir no seu quarto.Theresa se lembra, e gostaria que as coisas continuassem como eram. Mas elas não continuavam. Já fazia um tempo que as coisas tinham mudado e eles sabiam disso.


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Quando entraram no colegial, a relação, deles mudou. Deixaram de ser amigos. A esquisitice da puberdade começou e eles perceberam que amizade que tinham havia se tornado muito mais do que só amizade. Ambos sentiam-se atraídos um pelo outro de forma que nunca tinha sentido. Tinha algo de estranho no fato de eles dormirem na mesma cama. Mas não negaram seus sentimentos. Seguiram esses sentimentos. A noite que fizeram amor, ambos pela primeira vezes na vida, seria inesquecível para os dois.Theresa lembrou.
– Será que não podemos esquecer tudo isso ? – Ela disse. Era muito doloroso agora que não estavam mais juntos.Ryan olhou para ela como se tivesse dito que sim, enquanto afastava o cabelo loiro dos olhos e tirava o casaco de couro e o agasalho de capuz.
—Boa noite.Ryan subiu no sofá e entro embaixo dos cobertores, vestindo somente sua regata e seu geans.Theresa foi para seu quarto sozinho, pensando se a relação deles, depois de tantos idas e vindas, teria uma nova “vinda”. Ela olhou para traz e viu os olhos de Ryan se fecharem por hora, e talvez para sempre, não.
-- Ryan,acorda. Ryan se mexeu um pouquinho.
-- Vamos. Ryan acordou esperando encontrar Theresa á seu lado, mais não viu ninguém. Será que estava sonhando?
-- Acorda, seu lixo. Era Trey, seu irmão. Estava do lado de fora da janela que ficava logo acima do sofá. Ele olhou para o relógio. Duas da manhã. Ryan não sabia por que seu irmão seu irmão estava ali.
-- Vem comigo.
-- São duas da manhã. Ir para onde?


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--Não dá pra ir pra casa. Não dá pra ficar aqui. Vamos.Ryan ainda ouviu sua mãe e A.J. Só que agora eles estavam na cama. O barulho, agora, era alto e case repulsivo. Ryan estava enojado. Não conseguiria dormir novamente de forma alguma.
--Está bem. Saio em um minuto. Ryan vestiu-se e dobrou os cobertores. Pensou em deixar um bilhete para Theresa, mas achou que estaria de volta para tomar café da manhã em alguma hora e, então se explicaria. Theresa ai entender.Ryan encontrou Trey do lado de fora da casa.
-- Onde vamos ? –Perguntou Ryan.
--Ei, um irmão mais velho não pode levar o caçula para se divertir sem tantas perguntas... –Ryan olhou para Trey de modo preocupado, como sempre fazia.
--...ou um olhar como esse? Nós vamos a uma festa.Trey foi passando com Ryan por diversos quintais até que chegaram nua casa que Ryan jamais tinha prestado a tenção. Não era costumava a ficar. Ryan sabia disso e estava ressabiado, mas foi atrás dele mesmo assim.
--Atwood, você veio.
–Um cara veio ao encontro de Trey e levou para os fundos da mesma casa. Ryan ficou lá sozinho.Não era a primeira vezes que Trey o abandonava que tinha que se vira. Então, foi até a geladeira e pegou uma cerveja. Quando ia da um gole, um cara grande de cabeça raspada e cheio de tatuagens pegou a cerveja de sua mão.
-- É um dólar. Ninguém bebe de graça, especialmente vem com o Trey Atwood. Ryan não sabia o que o cara queria dizer com isso, mas procurou no seu bolso case vazio, e tirou uma nota de um dólar toda amassada.Pagou e saio de lá mais rápido possível. Deu uma andada pela casa. Não que tivesse muito que andar afinal, as casas em chino não eram grandes. Costumavam ter um quarto de casal, um ou dois quartos para as crianças e um banheiro.


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Ryan estava esperando do lado de fora do banheiro quando ouviu barulho vindo de um dos quartos. Achou ter ouvido um garota gritando socorro. Sua reação imediata foi querer entra lá e salva-lá e castigar o cara. Mas controlou seus impulsos e quando abriu só um pouquinho a porta, silenciosamente, viu que os gritos eram de prazer. A garota o olhou de cima a baixo. “O que é que você está olhando?” Ryan congelou. Não era isso o que ele estava esperando encontrar. Bateram a porta na sua cara. Ele detestava situações constrangedoras.A porta do banheiro abriu e Ryan entrou para ficar sozinho. Sentou-se por um momento e tomou sua cerveja de um dólar*. “A vida é um inferno”, pensou Ryan. Como foi que ele se meteu naquela situação? Durante toda sua vida nada acontecia como ele desejava. Quando criança, costumava sonhar que um dia sairia dali. Viveria na praia, teria uma família e seria feliz. Mas esses sonhos sempre eram afastados de sua mente com tipo de gritaria ou com um tapa na cara.Os pensamentos de Ryan foram interrompidos por gritos vindo do outro quarto.
-Cinco mil. Pela manhã...A casa era velha e de construção muito simples. Ele podia ouvir através das paredes.
-É sério, Atwood. A essa hora, se não tiver o dinheiro, você está morto.Ryan permaneceu em silêncio.
-Você vai ter seu dinheiro—Gritou Trey. Ryan pôde ouvilo chutando alguma coisa batendo a porta.Ryan pensou em ficar escondido no banheiro o resto da noite. Ou em fugir pela amanhã. Mas que tipo de irmão ele seria se fizesse isso? Por mais que odiasse sua família, nunca conseguiria abandonar Trey. Ryan era assim.


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Por trás de sua aparência de durão, ainda se preocupava. E Trey era sua ultima esperança.Seu último vínculo com algum tipo de família de verdade.Alguém bateu na porta.-Vai logo. A gente precisa fazer xixi.Duas meninas estavam batendo na porta. Ryan terminou sua cerveja e saiu. Foi indo para cozinha, já com o dinheiro na mão, e pegou outra cerveja. Trey o encontrou na hora em que ele estava abrindo a latinha.-Vamos embora.Ryan virou a cerveja e jogou a latinha vazia no balcão. Ryan segui Trey enquanto percorriam as ruas de chino, passando por sua casa, pela de Theresa e descendo mais alguns quarteirões até chegarem e um pequeno centro comercial onde Trey gostava de compra cervejas. Havia uma loja de conveniência, uma locadora de filmes e uma loja de câmbio, onde sua mãe costumava pegar alguns adiantamentos por conta de seus pagamentos. Quando estava trabalhando, pelo menos.Trey entrou na loja de conveniência e deixou Ryan no estacionamento. Ryan puxou seu maço inteiro da jaqueta. Quando viu era o “cigarro da sorte” que Theresa tinha virado de cabeça para baixo. O tabaco olhou para ele. Ryan riu sozinho. Ela sempre fazia isso quando ele não estava olhando. Ryan não acreditava em sorte ou superstições, mas Theresa acreditava i insistia. Ela tinha medo do que poderia acontecer se não seguissem as “ regras”. Achava que suas vidas eram cheias de sorte. “Se achamos que nossa vida é ruim agora, imagine como seria se não tivéssemos sorte”. Ryan podia ouvir a frase favorita de Theresa. Ele continuava não acreditando, mas sorriu ao pensar nela. Ryan sentia-se culpado por te saído no meio da noite e prometeu a si mesmo que de manhã levaria para ela seu McMuffin favorito.Trey saiu da loja com duas garrafas de cerveja naquela sacolas de papel marrom. Ryan finalmente pegou outro cigarro e acendeu.


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Trey e Ryan caminharam até o lado mais escuro do edifício, sentaram-se na sarjeta e ficaram bebendo suas cervejas .Ryan ficou pensando com Trey conseguiram cinco mil dólares. Será que aquele cara iria mesmo matá-lo se ele não conseguisse? Trey não tinha emprego fixo e sabia que sua mãe não tinha essa quantia em lugar nenhum. Ryan pensou se deveria arranjar um emprego, lagar a escola e ajudar seu irmão. Mas se deu conta de que Trey não sabia que ele sabia sobre o dinheiro. E ele não tinha certeza de como de como tocar no assunto, ou mesmo se deveria. Existem coisas a respeito das quais irmãos simplesmente não pode conversa. Com esses dois, era assim com quase toda as coisas.Eles não conversavam. Tinham momentos. Momentos em a mãe tinha desmaiado de bêbeda no sofá,ou quando .A.J.gritavam com eles.Momentos em que sabia o que o outro esta pensando e não tinha muito o que dize.Olhavam um para o outro e sabiam que precisavam sair dali.Essa noite era um desses momentos.Ryan olhou para seu irmão—a pressão da situação estava evidente no rosto de Trey. Ele sabia que o cara da festa realmente tinha suas ligações e que, se Trey não pagasse sua divida, estaria morto. Ryan ficou pensando como conseguiria agüentar sem Trey. Já tinham perdido o pai para a prisão—o que era bastante ruim—Mas perder o irmão para a morte? Isso era permanente. Ryan ficaria sozinho para sempre. Esse pensamento doeu. Eles ficaram mexendo na cerveja, tirando o rótulo devagar. Ryan observou que as mãos de sue irmão estavam trêmulas. Ele queria segura-lá para acalma-lo. Trey sempre quis ser o irmão mais velho exemplar, mas continuava pegando os caminhos errados e chegando a destinos piores ainda. Esse era o pior que Trey já tinha enfrentado. O pior -Você sabe lutar?—Trey perguntou -Ah, sim..—Ryan respondeu, confuso.-Oh...Voltaram a mexer na cervejas, mas agora sem os rótulos. Ryan olhou para o seu irmão.


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- E quanto a garotas? Tudo certo. Você sabe como..
-Sim—Ryan respondeu, começando a entender.
-Você usa...Agora Ryan entendia: a última tentativa de Trey de ser um irmão mais velho exemplar. Mas ele não queria que essa fosse sua ultima tentativa. Ele sussurrou “sim”, sem querer perde o irmão.
-Desculpa - Pelo o que?—Ryan perguntou, já sabendo a resposta.
-Você sabe.Por Tudo.
-Sim—Ryan deu um gole em sua cerveja e olhou para a rua, onde viu o senhor Álvares tropeçando de bêbado chegando em casa.
- Você já achou que nós poderíamos sair daqui?
-Pensava. Agora? Não.
-É...sonhos.Os irmãos ficaram em silencio por um momento, pensado.Seria verdade? Estariam presos naquele lugar para sempre? Ambos sabiam que a resposta era sim.-Olha, me escuta. Eu não aprendi muito na minha vida nem lhe disse como viver a sua. Mas tem uma coisa que eu sei: sonhos não viram realidade. Trey deu um tapinha nas costas de Ryan. Um tapinha carinhoso. Um momento de irmão para irmão. As palavras de Trey tocaram Ryan. Pela primeira vez na vida, Trey tinha dito algo que fazia total sentido para ele. Trey estava certo. Ter sonhos nessa cidade não levava a nada a lugar algum.Trey e Ryan terminaram as cervejas e jogaram as garrafas vazias no terreno abandonado atrás do centro comercial. O som do vidro se quebrando ecoou na noite. Ambos riram e, por um momento, esqueceram-se de onde estavam, da vida que tinham, em família. Por um momento, eles eram só dois irmãos. Dois irmãos se divertindo. Mas os sorrisos sumiram.Momentos especiais nunca durava para sempre muito. Especialmente quando se sabia que era preciso voltar para casa.


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Ryan pegou seu maço de cigarros.
-Ainda não vamos para casa—Disse Trey, repentinamente, pegando uma barra de metal de uma pilha de lixo.
-O que vamos fazer?—Ryan perguntou, enquanto Trey sacudia barra de metal em sua mão. Eram quatro horas da amanhã e tudo estava fechado.
-Você já roubou um carro?
-Não
-Então, vamos lá.Trey levou Ryan a rua lateral ao centro comercial, onde tinha visto um carro, aparentemente abandonado.
-Ali.—Trey apontou para o Camaro dourado ligeiramente coberto pela poeira do ar de Chino.
—Esse ai é nosso.Ryan olhou para o carro. Não podia acreditar no que seu irmão estava sugerindo. Nessa rua de merda, onde os prédios eram cobertos de grafites pra servi de prazer e diversão a alguém. Ryan sabia o suficiente sobre carros para saber que alguém tinha colocado muito dinheiro na reforma daquele Camaro. E eles estavam prestes a rouba-lo.Ryan achou que Trey estivesse brincado, mas, então, lembrou-se do dinheiro. E a ameaça e....
--Shh. Vamos embora daqui. Sem olhar para trás. Ryan sentiu a determinação de seu irmão. Trey já tinha chegado no seu limite. Não se importava mais com os caras, o dinheiro ou Chino. Trey estava partindo e levando Ryan com ele.Ryan sabia que iriam fazer isso. Pensou em correr no sentido contrario. Ir para a casa de Theresa, pular na cama e dormir junto dela, quando era criança. Mas Trey o havia alertado, “sem olhar para trás”. Ir embora de Chino de uma vez por todas. Ryan começou a ir para o carro, tremendo.Estava com medo. Ryan tirou o maço da sorte de Theresa. Se existia sorte um momento em que Ryan precisava de sorte era agora.


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Acendeu e deu dois tragos. Soltou um anel de fumaça e jogou o cigarro no chão. Era isso.A luz turva das lâmpadas da rua jogavam um brilho estranho sobre o carro. Ele olhou para seu irmão com o olhar aflito, sugerindo a pergunta "Tem certeza?".
-- Sou seu irmão, se eu não lhe ensinar isso, quem vai?Trey bateu com a barra de metal na janela do lado do motorista. Os estilhaços do vidro se espalharam pelo asfalto sujo e os dois irmãos saltaram para dentro do carro, que começou a descer a rua. Ryan temia que isso não fosse terminar bem. Ele queria sair dessa cidade, mas não em um carro roubado. O rádio estava ligado e a música alta. Sua respiração estava suspensa. Ryan e Trey olharam-se. Trey riu. Ryan gelou. Estavam livres. Ryan sentia-se aflito. Eles tinham feito isso. E, juntos, estavam indo para a estrada, quarteirão abaixo. Para o mundo. Sozinhos. Juntos.As sirenes soaram. As luzes azuis e vermelhas da polícia brilharam na janela de trás. Trey acelerou. Ryan segurou-se na porta.-- Vamos conseguir.Tiraram uma fina em dois caminhões que passaram na frente deles. Outro carro desviou para evitar bater na traseira do carro onde estavam. E muitos outros carros tiveram de brecar de repente. Eles gritaram extasiados, tinham conseguido. Mas não por muito tempo. As luzes os encontraram. Vários carros de polícia tinham entrado em perseguição. Havia um mar de luzes azuis e vermelhas atrás deles. Trey desviou e tentou escapar, mas um dos carros da polícia bateu na lateral do carro. O vidro do Camaro dourado quebrou-se com o impacto.Trey bateu com a cabeça no volante. O sangue escorria. Ryan estava sentado, quieto, pensando se esse era o fim, se a vida como ele conhecia estava acabada. Os policiais saíram do carro e bateram na janela.


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Trey saiu primeiro, com as mãos na cabeça. Já estava acostumado com isso. As mãos de Ryan tremiam. Nunca tinha sido preso antes. Seria levado para a prisão? Para o Serviço de Recuperação de Jovens? Estava assustado. Ryan viu Trey ser algemado e colocado no banco de trás do carro da polícia. Trey resistiu e um policial bateu nele. Ryan ouviu enquanto informavam a Trey sobre seus direitos. As palavras se confundiam. Ryan mal conseguia segurar o impulso de ir ajudar seu irmão. Apareceu outro carro e Ryan foi algemado. O metal gelado ficou justo em seus pulsos. Beliscava e torcia sua pele. A dor se espalhava. O policial o jogou dentro do carro. O cigarro da sorte de Theresa não tinha dado tanta sorte assim. Esse era o fim.O carro da polícia partiu e Ryan viu Trey, de relance. Seus olhares se encontraram e disseram "adeus". Talvez, para sempre. O cinza de Chino ia ficando para trás à medida que o carro se distanciava. Ryan pensou em Theresa, sozinha, acordando e encontrando o sofá vazio. Ele devia ter deixado um bilhete.

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