quarta-feira, 9 de junho de 2010

Talvez (Pablo Neruda)

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,javascript:void(0)
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Poema Nº 20 (Pablo Neruda)

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Querer (Pablo Neruda)

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Olá!

Bom, eu meio que desisti do blog, pq não sei se alguém estava entrando pra ler alguma coisa, sei lá... não tinha o que postar, na verdade até tinha... mas por motivo de preguiça deixava pra um depois que nunca chegou.
Vou tentar agora postar mais coisas, terminar de postar o livro do O.C, também vou postar algumas crônicas da Martha Medeiros, e também alguns textos que eu tenho.
Era isso.

Beijos.

terça-feira, 2 de março de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Alguns sites interessantes

Post Secret
http://postsecret.blogspot.com/

Pessoas de todos os lugares do mundo enviam postais com frases, contando um segredo.
Só tem que ser em inglês. O blog é atualizado todos os dias.


Best Kisses
http://www.bestkisses.com/

É só enviar uma foto de beijo. Pode ser dando um beijo em gente, em bicho ou simplesmente enviando um.


I love you more than blank
http://www.iloveyoumorethanblank.com/

"eu te amo mais do que..." cada cor de coração tem um significado. Você "compara" seu amor a alguma coisa...
"I love you more than gum mint" tradução "eu te amo mais do que chiclete de menta."
aí vocÊ envia pra pessoa.

Propaganda Natura Todo Dia




Rotina (nova)


A alegria é a rotina do verão
A ousadia é a rotina da invenção
A brisa é a rotina da carícia
A rotina da água é a delícia
O encontro é a rotina da esquina
A rotina dos olhos é a menina
A sensação é a rotina do calor
A rotina do corpo é o frescor
A rima é a rotina da poesia
A rotina da folga é o meio-dia
A liberdade é a rotina de ser
A rotina dos sentidos é o prazer.





Rotina (antiga)

“A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto

A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da garganta é o rock
A rotina da mão é o toque

O coração é rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio

A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo

A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”